sábado, 23 de abril de 2011

Retomo e conto!

Há algum tempo eu ando lendo alguns blogs e pensando no dia em que vou tomar coragem de retomar o meu e assim finalmente postar com certa frequência. Quando eu fiz esse blog, eu estava trabalhando numa agência experimental, com 19 anos e uma idéia muito diferente da vida. De lá pra cá aconteceu tanta coisa bizarra, interessante, bonita, tanta coisa que eu gostaria de compartilhar com quem quer que seja. Hoje eu moro sozinho, na verdade com uma amiga, mas quando eu estou, ela não está e é como se fosse morar sozinho mesmo. Já morei com outra pessoa, mas foi talvez a experiência mais insana da minha vida e ao mesmo tempo a expêriencia mais rica que já tive. Não que eu quisesse passar por tudo aquilo, aliás não desejo isso ninguém, mas já que aconteceu eu tento tirar proveito disso pra crescer e adquirir mais conteúdo pra não cometer os mesmos erros novamente. Aí é que tá! A gente acaba sempre repetindo uns erros tão bobos. Mas falando em vida, eu gostaria de escrever sobre o dia em que eu sai de casa. Aquela música do Zezé di camargo é sem dúvida uma música que eu sempre pensei antes, durante e depois de sair de casa. Parece brega, mas pra mim faz todo sentido. Eu já tinha arrumado um apartamento aqui em Juiz de fora e só estava esperando o dia em que meu pai e minha mãe viriam pra conhecer e acertas alguns detalhes. Nesse dia, eu trouxe também algumas coisas básicas que eu precisaria nos primeiros dias em que eu iria morar sozinho. Depois de tudo certo e minhas coisas dentro do apartamento, me deu um aperto no coração que eu jamais tinha sentido. Minha mãe e meu pai iriam sair daquela porta que não era a casa deles e era a minha. Estranho demais pra quem viveu a vida toda grudado e sempre sendo amparado pelos pais. Amparado eu digo em todos os sentidos, no sentido de carinho, financeiro, problemas, TUDO! Aquele desconforto que eu senti me fez decidir que eu voltaria com eles e ficaria em Muriaé por mais uma semana, pra que eu me acostumasse de verdade com a idéia de morar sozinho mesmo. E deu certo, na semana que eu fiquei por lá eu consegui me adaptar a idéia e vim pra Juiz de Fora com a cara e a coragem. Tem gente que acha que morar sozinho pra estudar ou trabalhar depois de morar com os pais, mesmo com eles bacando tudo é muito fácil, mas pra mim não foi, me sinto corajoso por isso e admiro quem já fez e ainda vai fazer. Eu mesmo tenho exemplo disso na minha casa, meus irmãos continuam morando com meus pais e eles são mais velhos que eu. Pra minha mãe e meu pai deve ter sido estranho o caçula sair de casa primeiro. Mas eu acho que foi uma virada muito boa na minha vida. Hoje dou valor a pequenas coisas, como uma mancha de café no chão ou uma roupa limpa. Talvez eu nunca valorizasse isso se tivesse morando com eles até hoje. É isso, quem estiver lendo esse blog daqui pra frente, vai saber de algumas coisas de vários tipos, decoração, moda, entretenimento, vida, absolutamente tudo que eu descobrir de mais interessante. Até o próximo post. Beijos!

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